CLARICESCREVE

Descrição oficial da exposição:

Trabalhados graficamente por um designer, excertos selecionados da obra de Clarice Lispector – autora brasileira de origem ucraniana – serão instalados em pontos estratégicos da arquitetura do SESC Vila Mariana de modo a capturar a atenção do público, convidando-o a fruir alguns fragmentos de sua obra que refletem o próprio ato da escrita. Espaços da Unidade.

dikona, para aumentar seu repertório pedante de clarice!

 

CLARICESCREVE

Onde?
SESC Vila Mariana
Rua Pelotas, 141 – Vila Mariana / São Paulo – SP

Quando?
De 10/11 a 05/01
Terça a Sexta, das 7h às 21h30; sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h30.

Quanto?
FOR FREE


 

FRUGALDAD

Buscando infográficos outro dia, me deparei com um site muito interessante, o FrugalDad .

Ele é um cara inconformado com o sistema financeiro, trabalhou durante certo tempo em uma equipe de representantes de serviço ao cliente de cartões de crédito irritados e reclamões (um trabalho infernal, nós que já trabalhamos em call center entendemos), depois foi do telemarketing para o back-office atendendo casos por e-mail (nas palavras dele “saiu da frigideira direto para o fogo”), então foi para uma área que aprova aumento do limite dos cartões e foi onde teve sua grande revelação de vida… ele processava diariamente milhões de aplicações por dia, geralmente de pessoas que não ganhavam nada recebendo um cartão de crédito e a maioria já estava envolvida em algum tipo de dívida.

Depois de mais ou menos quatro anos trabalhando nessa área, se mudou para o desenvolvimento de software. Mas o sentimento de culpa por trabalhar em uma empresa que liberava créditos para pessoas pagarem por coisas que elas não podiam pagar, continuava incomodando-o. Ele saiu da empresa e criou esse site que contém posts e inforgráficos sobre finanças pessoais, ainda lançou um e-book intitulado “One Week to Change Your Family’s Financial Future”.

O ‘about’ do site é meio cansativo, e contém as informações que eu tentei resumir nesses dois parágrafos anteriores. Mas o que mais me chamou a atenção foram os infográficos que ele utiliza para facilitar o entendimento desses dados financeiros (chatos rsrs).

O do Wallmart, por exemplo, mostra um grande monstro amarelo, gosmento e gordo sentado em cima de um globo terrestre, comendo dinheiro. O infográfico sobre o poder de grandes corporações influenciando na mídia é outro que merece ser visitado.

Todos utilizam muito bem as ilustrações e cores como informações e trazem as informações que te deixam com vontade de criar o seu Clube da Luta e, é claro, ter seu próprio Tyler Durden. Como diria o meu amigo Lukesdrad:

“Um bom amigo imaginário precisa vender sabão”.

Walmart Infographic

Source: http://frugaldad.com

Media Consolidation Infographic

Source: Frugal dad

Pygmies-Hoglet. O game mais nostálgico e fofo para mobile.

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Sabe quando, há muito tempo atrás, você perdia seu tempo na escola ou em casa cuidando de um tamagotchi? O bichinho virtual que apitava desesperado por comida, e que te tirava do sério quando morria por causa das falhas com a bateria do aparelho de fabricação duvidosa? Que a professora ficava muito brava por ver todo mundo com aquele troço apitando amarrado no pescoço, no braço, na mochila… Bons tempos, até deu vontade de reviver algum e… espera… deixa ele lá, no esquecimento.

O brinquedo que foi mania no mundo todo se foi, mas ficaram as lembranças – positivas ou traumáticas. E talvez tenha sido de um misto dessas lembranças com outros clássicos old game que surgiu a série Pygmy, de Chiyoung Park – Max Mobile.

O jogo insere um novo porco espinho no mundo dos games, mas diferente do nosso amigo Sonic cheio de ação frenética, Pygmies-Hoglet conta a história de um porco espinho sentimental que sai pelo mundo em busca de um amigo. Só isso.

Mais independente do que um bichinho virtual – ele não vai ficar te enchendo o saco pra comer – Hoglet é um misto do tamagotchi com Pokémon. Elementos de RPG são inseridos no jogo para fazer da busca do porco espinho solitário algo mais intenso e emocionante. Os itens que ele encontra no jogo lhe dão força, experiência e aumentam o poder de ataque, sim: ataque. O porco espinho precisará enfrentar inimigos que encontra em cada mapa que percorre em sua incansável busca por um amigo que não se machuque por seus espinhos.

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A grande semelhança do personagem com os tamagotchis está apenas no fato de ter de ser alimentado, de crescer com o tempo e de sofrer de uma enorme carência afetiva – abandone-o dois dias com fome e encare a morte e o reinício do game.

O jogo é disponibilizado gratuitamente na App Store americana e custa cerca de R$ 3,00 no Android Market.

É uma diversão casual que vale a pena.

Ponto de ônibus com energia limpa e wi-fi gratuito em São Paulo. E aí?

Ponto de ônibus

Fui na Avenida Paulista esses dias, para caminhar hipster como sempre e esperar levar uma lampada na cara, quando me deparei com uma novidade no transporte.

Na Parada Paulista, o ponto de ônibus em frente ao extinto Belas Artes, um monitor de LCD e um monte de outras novidades tecnológicas estavam por lá, para alegria dos paulistas.

O ponto de ônibus, segundo fonte, regula a iluminação através dos sensores quando está mais claro ou mais escuro. Ele mesmo produz a própria energia, através da captação por painéis da energia solar. Possui um PC para consulta de itinerários e outras informações fornecidas pela SP Trans, um ponto de recarga automático e um monitor de LCD com os horários dos próximos ônibus – muito melhor do que aqueles LEDs que sempre dão pau e que você nunca entende direito qual o próximo ônibus.

Eu me nego à comentar sobre a lixeira que aplaude, acho muito bobo, mas beleza…

É uma iniciativa interessante da Prefeitura de São Paulo, realmente os problemas com o transporte também são podem ser resolvidos em parte através de informação. Se você sabe quando seu ônibus passa, de verdade, você se programa para sair ou para pegar a melhor opção. Se você pode consultar um mapa numa emergência, é mais legal ainda – e tuitar também, já que temos Wi-Fi vamos aproveitar.

Questiono algumas escolhas tecnológicas, como o uso de um PC – PC mesmo, gente, com teclado!!!! – ao invés de uma interface com suporte à touchscreen.

Mas o que realmente fico pensando é no que será que o pessoal do ônibus achou das novidades?

"Achamos uma bela m*rda, Lu! :) "

O problema do transporte em São Paulo não é só tecnologia e informação. Os ônibus continuarão lotados, alguns itinerários continuarão ineficazes e o ponto de ônibus tecnológico em testes na frente da Paulista só serve para me fazer pensar em uma coisa: somos uma cidade de aparências. O local escolhido para a instalação é o mais interessante. Todo mundo passa pela Paulista, mas a Paulista não é o centro do mundo, o projeto ganha visibilidade mas os reais problemas vão sendo colocados em segundo plano, mascarados, como feridas que incomodam a imagem da cidade.

A atitude é válida e deve ser explorada ao máximo, afinal já que é pra testar, vamos testar de verdade, mas não como fetiche tecnológico. Usar a tecnologia para solucionar problemas de fato. Mesmo sabendo que os problemas são na verdade de infraestrutura e de coragem de uma gestão para transformar o transporte público em algo que suporte a demanda e que seja inteligente em sua totalidade como o ponto de ônibus hipster da Paulista.

Fonte.

O verdadeiro problema do Facebook

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Na noite de ontem, uma enxurrada de reclamações sobre uma mudança ocorrida no Facebook me chamou a atenção. Os problemas entre usuários e interface do reino de Zuckerberg estão sempre crescendo, mas as mudanças no uso da rede – apesar de incômodas – são o menor dos nossos problemas.

No meu ponto de vista, atualmente, nosso maior problema está no uso que nós estamos fazendo do Facebook. O termo “orkutizar”, referindo-se à nossa antiga rede social mais queridinha do Brasil, foi o que mais podia ser visto nas reclamações sobre o que realmente está acontecendo com a rede. O nosso problema está no uso, e não necessariamente apenas na Interface.

Logo, eis aqui um carinhoso desabafo, que postei ontem à noite na minha página, mas gostaria de compartilhar aqui com vocês:

É o seguinte. O Facebook tá uma merda então, vamo colocar ordem nessa porra:

Na moral, se você ama os animais ajude em uma ONG ou não os maltrate, já tá fazendo uma parte legal para que nem eu, e muito menos você, precise ver a cabeça do bicho partida e ensanguentada na timeline. Se tiver uma denúncia, vá a polícia, reclame e “poste” no verdadeiro local onde esse tipo de informação deve ser publicada. Numa delegacia ou nos locais competentes para isso.

Outra coisa, gente morta e bandido que levou bala na cabeça, por favor gente, NÃO! Eu sei que vocês adoram um morto, ensanguentado e enterrado, mas eu não tô muito afim de ver sangue aqui. Nos meus videogames, nos meus filmes de terror e nos hemocentros já tem sangue o suficiente e no lugar certo. Parem agora! É perverso demais, até pra muitos de vocês.

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Pense, pelo amor que você deveria ter a si próprio, pense antes de postar ou compartilhar algo que você viu por aí. Sim, você tem o direito de se revoltar, satirizar, protestar… Você pode – e deve – e publicar as coisas que te incomodam, mas na moral, reblogar a cada segundo TODAS as imagens do O melhor do melhor do mundo, do Pica Não Relatada ou do “Esta Pessoa Aqui” não vai te fazer a pessoa mais legal do mundo na timeline de ninguém. Todo mundo sabe que você é um forever alone, uma garota que não gosta de garotos rudes, uma pessoa protestando por seus direitos, um nerd, um geek, odeia o Justin Bieber, ama o Mario Bros… Mas por favor, não toda hora! Nem toda piada é engraçada, e quando muitas vezes repetida ela se torna algo que “Calzabé de Nóbrega” colocará em primeiro plano em algum quadro de seu show de humor.

PENSEM ANTES DE COMPARTILHAR!

Lembre que outras pessoas leem todas as barbaridades que vocês publicam.

Mais uma coisa. Todos nós adoramos gente pelada. Sejam mulheres, homens, os dois, depende do seu gosto. Mas gente, tem limite. E não sei se aqui é o melhor lugar para você publicar uma vagina cuidadosamente colorida para parecer com o Homer Simpson ou um negão mostrando a bunda. Sério pessoal, vocês já foderam o Orkut com suas bizarrices, precisa fazer de novo aqui? Por favor, muita calma nessa hora. Sua mãe pode estar vendo a vagina-homer agora, e se você visualizou essa cena, provavelmente, está com vergonha de si mesmo.

E por último, avalie quem você curte, assina e seleciona como “nova amizade”. Você pode ocultar publicações de usuários que não completam nada em sua vida. Existe uma setinha no topo das publicações no lado oposto à foto do seu amigo/página/feed. Cancele sem dó se este perfil estiver incomodando. Faça isso e tenha certeza que metade das bizarrices desaparecerão magicamente.

Por fim, um momento meio “conselho de He-Man“, mas… se você leu até aqui, explique às pessoas que estão te incomodando que certas coisas não são legais de serem vistas.

Não quero sair daqui por essas coisas.

Fica aqui o meu desabafo.

Um abraço, amigos do Facebook.